Re: [Portugal] apresentar em Girona o balanço das Jornadas SIGABERTO 2008?

Ricardo Pinho rpinho_eng at yahoo.com.br
Wed Nov 12 19:32:26 EST 2008


Viva,

De: Jorge Gustavo Rocha <jgr  di.uminho.pt>

> 1) Máquinas virtuais. Parece-me que é uma área que interessa a um grupo
> alargado, pelo que se pode assumir como uma das "nossas" actividades.

Agradeço este apelo e reforço o convite à colaboração, envio de sugestões e oferta de contribuições à iniciativa GISVM.COM

> Temos que trabalhar numa ou mais plataformas que possam ser mantidas por
> um grupo alargado, para poder garantir uma diversidade de requisitos:

Comunico que a questão da diversidade foi uma hipótese que avaliei desde o início da iniciativa GISVM.COM.
No entanto optei por não procurar essa diversidade porque ela tenderia obrigatóriamente para a dispersão.

Um dos principios que a minha experiencia me ensinou é que o caminho da concentração nos leva à eficiencia.
Traduzindo isto por miudos: se começarmos a fazer versões para isto e aquilo, acabamos por dispersar de tal forma os esforços que muito provavelmente comprometeria a qualidade das versões e transmitiria uma ideia confusa aos possiveis utilizadores.

Naturalmente que todos nós gostariamos de ter uma VM adequada às nossas necessidades particulares.
Será obviamente uma missão impossivel tentar satisfazer esse desejo... Nem nunca foi esse o propósito do GISVM.COM !!!
O que posso transmitir é que, uma das muitas vantagens de ser uma VM, é que ela é totalmente personalizavel.
Neste aspecto, da personalização, considero a GISVM.COM como um ponto de partida para alcançar esse anseio pessoal de ter a sua GISVM. Cada um de nós é livre de instalar, remover e configurar a GISVM à sua medida. Gravá-la e usá-la a partir daí!


> correr sobre mais do que um software de virtualização (vbox, vmware,
> xen); 

Adianto que a ultima versão GISVM.COM (20081101) já está preparada de raíz para correr no VirtualBox (drivers da v2.04).
No entanto este desejo não é facil de satisfazer, mais uma vez, devido à ainda falta de interoperabilidade do software de virtualization (cada um tem os seus drivers de aceleração). Perante este facto, a solução habitual é a criação de diversas versões para cada uma das plataformas. Mais uma vez, o caminho da dispersão, que procurei evitar...

> correr em maq com diferentes recursos (maq virtuais mais magras ou
> mais engordadas); 

Admito que actualmente, em alguns casos, os recursos da máquina (verdadeira) possam comprometer a utilização do GISVM.COM. No entanto esse é um problema que com o tempo vai sendo cada vez mais residual... E portanto, fazer uma versão para menos recursos é inevitávelmente apostar no passado, quando muito no presente, e nunca no futuro!


> correr sem software de virtualização (boot de CD/DVD
> ou pen); etc. 

Existem já diversas soluções nesse âmbito, inclusivé no seio do OSGeo.
Pelo principio da complementaridade e concentração, se alguém já o fez e está a manter, para quê fazer o mesmo?
Penso que quem estiver interessado neste tipo de solução, a procure aí:

http://wiki.osgeo.org/wiki/Live_GIS_Disc

http://download.osgeo.org/livedvd/

Mas, pessoalmente, acho que a solução liveDVD rapidamente se tornará obsoleta, uma vez que já existem soluçõesbaseadas em virtualization que permitem executar as VirtualMachines sem Player e sem Sistema Operativo Base. Infelizmente essas soluções ainda só existem com custos de licenciamento (proprietários).

________________________________
De: Pedro Monteiro <monteiro.s.pedro  gmail.com>
Para: jgr  di.uminho.pt; portugal  lists.osgeo.org
Enviadas: Terça-feira, 11 de Novembro de 2008 16:56:24
Assunto: [Portugal] apresentar em Girona o balanço das Jornadas SIGABERTO 2008?


> Estou disposto a colaborar no que respeita às maquinas virtuais, estou
> especialmente interessado nas maquinas virtuais, na realidade tenho
> estado a "montar" uma especialmente vocacionada para servir WMS,WFS e
> Metadados com backend(postgis), que poderia chamar-se "SDIVM", com as
> seguintes peças PostGresSQL+PostGIS, GeoServer, GeoNetwork, e MapBender
> tudo sobre Ubuntu Server. 

Esclareço que o GISVM já tem a referida possibilidade, de ser usada como um motor de WebServices: WMS, WCS, WFS,...
Não tem alguns dos SW referidos, no entanto, como disse anteriormente, facilmente de instalam ou se ensinam a instalar.

Uma das sugestões que deixo para quem quiser colaborar e ajudar a melhorar o GISVM é deixar no Forum GISVM as instruções necessárias para instalar determinados SW extra. Assim, quem pertender faze-lo usufrui dessa vossa importante ajuda!

Confesso que a minha primeira versão do GISVM foi baseada no Ubuntu Server e mesmo no Debian Server.
(alias, tenho várias VM optimizadas para SDI... que uso no meu trabalho)

No entanto fazer uma versão GISVM server terá bastante menos pessoas interessadas e uma mais vez, irá constribuir para a dispersão de esforços. Como vantagem vejo apenas a redução do tamanho do ficheiro final.
Aliás, quem quiser ter uma versão sever, facilmente a obtem com a desinstalação do GNOME (e alguns outros) do GISVM...
Por outro, quem necessita de uma versão server, concerteza terá capacidade e interesse em fazer uma sua, devidamente personalizada.


> O principal problema que penso que pode haver com a portabilidade da
> maquina é as definições de rede, pelo que terá de haver documentação
> especifica para cada software.

No GISVM a questão foi ultrapassada, usando NAT no tipo de rede do VMPlayer, DHCP e instalando o SAMBA.
Assim, com utilização directa do IP atribuido à máquina (ifconfig) ou com o nome de rede windows/linux: "gisvm", qualquer computador ligado à rede da maquina host (real) tem acesso às aplicações do GISVM, nomeadamente: PostgreSQL, Apache, Tomcat, WMS, WFS, WCS do Geoserver/Mapserver. Por exemplo: http://gisvm:8080/geoserver/wms
 


> 2) Sistemas de coordenadas. Como existem especificidades portuguesas, e
> pelo movimento que se criou nesta lista, é outra área em que podemos
> apresentar trabalho. Além dos sistemas de coordenadas, outra
> 'especificidade' é a codificação de caracteres, ora em ISO-8859, ora em
> UTF-8, e ainda em codificações mais antigas, que continuam a aparecer
> nas shapefiles.

Relativamente ao Grupo de Trabalho que propus criar, poucos avanços se têm feito.
Falta obviamente o voluntarismo de mais pessoas e dedicação de mais tempo ao assunto.
Conforme já sugerido, talvez seja necessária a convocação de uma reunião presencial para decidir o rumo a tomar.
 
Por outro lado, é necessário saber, que contribuição podemos receber da OSGeo. Por exemplo, depois de estarem estabelecidas pelo GT as definições dos Sistemas de coordenadas, como as enviar para o OGC(EPSG) e para todos os Softwares FOSS4G?

Soube entretanto que existe um projecto OSGeo que abrange esta ideia (MetaCRS)
http://wiki.osgeo.org/wiki/MetaCRS

Talvez seja de explorar a hipotese de incluir este trabalho no referido projecto.
Mas confesso, ainda não a aprofundei devidamente! :-(


> Não nos devemos esquecer das especificidades dos Sistemas das Regiões Autónomas, 
> por exemplo o Sistema com código EPSG:2188 Açores Grupo Ocidental - Datum Observatório 
> não tem no PostGIS definidos os parâmetros de transformação a WGS84.

Muito bem, envie-me as definições proj4 e WKT dessa transformação, para colocar no ficheiro do Google Docs.


> 7) Sustentabilidade. Já me viram falar de modelos de negócio à volta do
> open source e por isso não tenho vergonha nenhuma em falar de
> sustentabilidade. Aliás, é o modelo que mais me apraz, pois fixa e

Concordo plenamente!
Aliás, o pensamento de sustentabilidade deve ser um dos primeiros de qualquer projecto. Aprendi-o claramente no EDV Digital, onde a sustentabilidade foi sempre renegada para ultimo lugar!

Assim o fiz no GISVM.
Comecei pelo "Donation" que manifestamente não funciona!
Agora estou a tentar a publicidade "AdSense", para minimizar os custos directos (alojamento e transferencia).

Mas mesmo assim as perspectivas não são animadoras, pois os custos indirectos (o tempo dedicado) ainda estarão longe de ser cobertos. Por isso, novas formas e ideias de financiamento terão de ser encontradas!

> desfavorecido por uma politica de centralização do Governo Regional que infelizmente 
> em vez de se focar na interoperabilidade se focou num "contrato de exclusividade" com a ESRI.

Mas isso não é o país todo!?? 

Cumprimentos,
Ricardo Pinho


      Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. Crie um email novo com a sua cara @ymail.com ou @rocketmail.com.
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-------------- próxima parte ----------
Um anexo em HTML foi limpo...
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